Livro retrata a passagem do ódio ao amor em um relacionamento de época |Resenha|

“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, em posse de grande fortuna, deve estar procurando uma esposa”

“Orgulho e Preconceito” é um livro emblemático, que atravessou gerações e ainda é adorado nos dias atuais. A obra gira em torno do casal principal, Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, e dos personagens que fizeram parte da Inglaterra do século XVIII. A autora, Jane Austen, faz seus leitores se imergirem em um mundo cheio de romance, ironia e intrigas da sociedade da época. “Orgulho e preconceito” foi o segundo livro publicado pela escritora, sendo considerado uma obra voltada para o público feminino. Em julho, vai completar 200 anos da morte dessa escritora, que foi a primeira mulher a publicar um romance. Seus livros, tais como “Emma” e “Razão Sensibilidade”, trazem amores arrebatadores e o cotidiano de uma vida que é bem diferente da que possuímos hoje. Ler um livro dela é ir de encontro a uma outra época.

A história de “Orgulho e Preconceito” começa com a chegada do jovem cavalheiro Mr. Bingley a Netherfield Park, junto com suas duas irmãs e o melhor amigo, Mr. Darcy. Charles Bingley é um homem solteiro e muito rico, o que desperta logo o interesse da Mrs. Bennet, a matriarca da família Bennet, que possui cinco filhas. Na época, as mulheres não tinham o direito de herança, sendo assim, as meninas Bennet deveriam se casar logo para não ficarem desamparadas quando o pai morresse. Mrs. Bennet acredita que um casamento entre Bingley e uma de suas filhas poderia salvar a família da completa ruína. Por essa razão, pretende casar a mais velha, Jane, com o jovem.

É nesse alvoroço da chegada de Bingley que conhecemos a família principal da obra: o Mr. Bennet, Mrs. Bennet e suas filhas Jane, Elizabeth, Lydia, Kitty e Mary. Os Bennet são uma típica família rural da Inglaterra, cheia de dramas e esquemas. Entre as cinco irmãs, Elizabeth, a segunda filha, se destaca por sua inteligência, vivacidade e independência. A ironia – recurso muito presente nas obras de Jane Austen – está presente nas falas de Lizzie em diversas partes do livro. Esse é um dos componentes de sua marcante personalidade. Outra característica importante é a grande independência que a personagem mostra no decorrer do livro. Devemos levar em consideração a época em que a obra foi feita e publicada já que, para a data, há uma grande quebra de paradigma do papel da mulher.

A personalidade de Elizabeth chama a atenção do jovem Mr. Darcy, amigo de Bingley, que é considerado um homem muito arrogante pela população local. Darcy chegou a ser considerado pela Mrs. Bennet como um outro possível pretendente para suas filhas, mas sua postura durante a primeira parte do livro com a família Bennet é horrível. Por ser arrogante e orgulhoso no início da trama, Elizabeth não o suporta, mas com o decorrer das páginas eles são forçados a interagir e acabam descobrindo qualidades parecidas. O desenvolver do romance entre esse casal é interessante de ler, já que ambos são personagens complexos, sendo capaz de cometer erros de julgamento. O amor entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy se assemelha muito ao casal Katharina e Patrick do filme “10 coisas que eu odeio em você”. Eles têm muito gênio e não querem “dar o braço a torcer”, mas no final acabam conseguindo se encaixar como casal.

orgulho e preconceito  (Foto: Divulgação)

Enquanto todos os personagens do livro ficam atentos ao possível romance entre Jane e Bingley, é no intenso romance de Elizabeth e Mr. Darcy que nós, leitores, vamos nos prender. Com diálogos inteligentes e cheios de ironia, Orgulho e Preconceito tem uma narrativa envolvente. No entanto, muitas pessoas podem ter a dificuldade de começar a ler a obra, já que a autora utiliza uma linguagem da época. Porém, quanto mais páginas você lê, mais a leitura flui.

FILMES

O livro também serviu de base para diversas produções cinematográficas, tendo pelo menos dez adaptações para Orgulho e Preconceito. A mais famosa é a versão de 2005 que contou com a atriz Keira Knightley no papel de Elizabeth Bennet e Matthew MacFadyen como o charmoso Mr. Darcy. Muito fiel ao livro, o filme consegue conservar as partes mais importantes da obra original e não decepcionar os fãs. Outra produção fiel foi em 1995

No ano passado, o filme Orgulho e Preconceito e Zumbis chamou a atenção do público, revivendo mais uma vez a história clássica. Essa “paródia” traz à vida nossos personagens queridos, dando novas roupagens neles. Outras adaptações como Austeland e O Diário de Bridget Jones também ganharam o público e os corações dos amantes da autora inglesa. Eles utilizam a linha principal de Orgulho e Preconceito para poder trazer diferentes histórias. Com isso, essas produções reforçam o sucesso de sua obra original e continuam o legado de Jane Austen.

Resenha: Nathália Afonso
Fotos: Divulgação

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