Livre: a história de uma mulher em busca de si mesma |Resenha|

Biografias sobre aventura na natureza já são velhos conhecidos no mercado literário. A obra de Cheryl Strayed “Livre” pode até parecer mais um título inspirado por “Na Natureza Selvagem” de Jon Krakauer, em que uma pessoa decide morar isolada da sociedade chegando a uma situação extrema na busca de um sentido na vida, porém, o livro mostra como os conflitos internos da personagem são esclarecidos ao longo de uma jornada solitária.

Em sua autobiografia, A autora conta sobre a experiência de atravessar a Pacific Crest Trail, uma trilha que vai do sul da Califórnia até o norte de Washington, nos Estados Unidos. Quatro anos após a morte de sua mãe, ela decide deixar sua vida miserável para trás e seguir sozinha numa aventura que jamais imaginou ter coragem de enfrentar.

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Na tentativa de recomeçar a vida do zero, aos 26 anos, Cheryl decide, impulsivamente, fazer uma trilha com duração de três meses. Sem nenhum preparo físico e apenas um livro de guia, ela e a “monstra”, como apelidou sua gigantesca mochila, partem para as montanhas no deserto da Califórnia. Durante a narrativa, ela reflete sobre seu passado, contando sobre a relação com sua mãe e familiares, os conflitos com o ex-marido e o vício em heroína, apenas alguns meses antes de resolver fazer a trilha.

As amizades e envolvimentos românticos durante a trilha também possuem um grande significado na história. Apesar de encontrar pessoas com as quais nunca manteve contato, Cheryl pode aprender a viver no momento e confiar nos personagens mais inesperados. Ao longo de sua caminhada, torna-se conhecida entre os trilheiros por ser a única mulher sozinha no caminho.

O livro foi adaptado para as telas de cinema em 2014. Ele foi dirigido por Jean-Marc Vallée, também conhecido pelos filmes “Clube de Compras Texas” e “A Jovem Rainha Victoria”. O longa metragem foi indicado ao Oscar de melhor atriz para Reese Witherspoon, atriz de “Legalmente Loira” e da série “Big Little Lies”, que interpretou o papel de Cheryl Strayed com maestria . Mesmo possuindo cenas fiéis ao livro, o longa não substitui a leitura, que descreve detalhadamente cada momento e pensamento em sua mente durante o trajeto.

Com trechos dignos de serem enquadrados e pendurados na parede, “Livre” conta uma história de autodescoberta e superação que todos deveriam ler. O livro nos transporta para a aventura junto com a autora, sentindo a dor de cada bolha nos pés. Além de nos inspirar a enfrentar nossos medos, também desperta a vontade de desbravar o mundo com uma mochila nas costas, sem pensar duas vezes.

Resenha: Anna Sashide
Fotos: Divulgação

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